10 de outubro
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No dia 10 de outubro celebra-se o Dia Mundial da Saúde Mental. Este dia celebra-se desde 1992, por iniciativa da Federação Mundial de Saúde Mental e com o apoio da Organização Mundial de Saúde. A data procura sensibilizar para a importância da saúde mental, reduzir o estigma associado às perturbações mentais e promover políticas que garantam cuidados acessíveis a todos e a todas!
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental não é a simples ausência de doença
ou enfermidade, mas um estado de completo bem-estar físico, mental e social, em que cada
indivíduo tem consciência do seu próprio potencial, consegue lidar com os desafios normais da
vida, consegue trabalhar de forma produtiva e frutífera e é capaz de contribuir para a sua
comunidade.
Por outras palavras...
a saúde mental é o modo como pensamos, sentimos e reagimos às situações da vida.
É o equilíbrio entre emoções, pensamentos e comportamentos.
Ter saúde mental não significa estar sempre feliz, mas conseguir lidar com os sentimentos e pedir ajuda quando precisamos
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| (1º B da Escola de Jugueiros) |
Desafiámos os docentes do Agrupamento, à semelhança dos anos anteriores, a promoverem com as turmas um momento simples, mas bonito, de
partilha,
escuta e
sensibilização.
Porque consideramos importante dar espaço à expressão, escutar com atenção e promover ações que contribuam para o bem-estar psicológico de crianças e jovens. Assim, cada professor recebeu uma sugestão de atividade e reflexões sobre esta temática, ajustada a cada ciclo de ensino.
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| (Sala 3 Aquilino Ribeiro) |
Os mais pequenos foram convidados a criar o Jardim da Saúde Mental, após refletirem sobre alguns aspetos do seu dia a dia, pensando no que os faz feliz na escola, nas pessoas a quem recorrem quando precisam de ajuda, nas atividades que os fazem sentir melhor e nas características de que mais gostam em si próprios.
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| (Jardim de Infância de S. João de Lourosa) |
Os mais crescidos construíram murais sobre o que os faz sentir bem, tranquilos e seguros na escola e sobre formas de cuidar da saúde mental na escola.
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| (Escola de Repeses) |
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| (4ºB da Escola de Jugueiros) |
Cuidar da saúde mental é tão importante como cuidar da saúde física, pois permite-nos lidar melhor com as emoções, enfrentar os desafios do dia a dia e manter relações saudáveis com os outros. É essencial reservar tempo para nós próprios, descansar, fazer atividades de que gostamos e procurar apoio quando nos sentimos tristes, ansiosos ou sobrecarregados.
(Escola de Teivas)
Os adultos aliaram a Saúde Mental à comemoração do Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro) e disfrutaram de um lanche convívio, cheio de descontração e paladares apurados.
Tal como cuidamos de um jardim para que as plantas cresçam fortes e saudáveis, também devemos cuidar da nossa mente com atenção, paciência e carinho.
Ao darmos importância à nossa saúde mental, estamos a contribuir para uma vida mais equilibrada, feliz e saudável.
Por outro lado....
Trabalhar numa escola implica um estado de disponibilidade contínua, mesmo fora da sala de aula ou da escola. Continuamos ligados ao trabalho, aos alunos e às responsabilidades pendentes, sem darmos por isso.
... Mais um esforço, mais um ajuste, mais um dia assim...
É neste contexto que a reflexão sobre os limites se torna essencial.
Mas, afinal, do que é que falamos quando falamos de limites?
Os limites são fronteiras psicológicas, físicas e emocionais que protegem os nossos recursos internos, como a nossa energia, a nossa atenção e o nosso equilíbrio. São os limites que regulam o que dispomos aos outros e o que preservamos connosco, protegendo-nos do esgotamento.
Na prática, o nosso corpo
possui mecanismos fisiológicos que detetam a ultrapassagem dos limites antes de
nós próprios termos consciência deles. Quando isso acontece, o nosso cérebro
entra em modo de alerta, aparece o stress, o cortisol aumenta, e a tensão muscular e a fadiga diminuem a nossa
capacidade de recuperação, o que nos torna mais reativos e menos disponíveis
para o outro.
A partir daí, surge a dificuldade em lidar com tarefas que antes eram simples, que faziam sentido e que traziam prazer. ⚠⚠E aqui está o aviso: já é demais!! ⚠⚠
Limites bem definidos não nos afastam dos outros ou
despertam o nosso desinteresse. Pelo contrário, ajudam-nos a estar verdadeiramente
presentes.
Mas, na prática, porque é que reconhecer e estabelecer
limites continua a ser um desafio?
No caso de quem trabalha com crianças e jovens é especialmente desafiante devido a vários fatores: o forte sentido de responsabilidade e compromisso com os alunos, o medo de falhar, de não corresponder ou de deixar alguém para trás, a pressão social que associa autocuidado e egoísmo ou falta de definição.
No entanto, cuidar de nós não diminui a entrega profissional, pelo contrário, torna-nos mais sustentáveis e eficazes.
Reconhecer os próprios limites começa por algo simples - parar e fazer um check-in pessoal:
✔ Tenho feito pausas reais ao longo do dia ou vou sempre em esforço, tarefa em tarefa?
✔Consigo desligar da escola ao final do dia ou o trabalho continua a ocupar o meu pensamento?
✔Sinto que recupero a energia suficiente para enfrentar o dia seguinte?
✔Consigo dizer não em algumas situações sem me sentir culpado/a?
✔Com que frequência levo trabalho para casa?
✔Tenho momentos só para mim, mesmo que breves, que respeite de
forma consistente?
✔ Dou-me conta do quanto estou cansado/a, sobrecarregado/a ou no
limite? Ou só percebo quando já é tarde demais?
Responder a estas perguntas ajuda-nos a perceber até onde
os nossos limites têm sido esticados.
Esta consciência é o primeiro passo para ajustar práticas e recuperar
equilíbrio. E não se trata de mudanças radicais, mas escolhas consistentes.
Pequenas decisões diárias no nosso corpo, na nossa mente, nas emoções e nas
relações ajudam a construir gradualmente uma forma mais saudável de estar na
profissão.












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