Olá, alunos do 9º ano.
A pedido de alguns de vós, aqui vai a apresentação que usamos para vos falar das opções que existem no ensino secundário.Aproveitem bem!
Cliquem na imagem ou no link abaixo.
Opções para o ensino secundário- 2026-27
Olá, alunos do 9º ano.
A pedido de alguns de vós, aqui vai a apresentação que usamos para vos falar das opções que existem no ensino secundário.Aproveitem bem!
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Opções para o ensino secundário- 2026-27
De facto, boas decisões assentam em boas informações. Ou seja, para escolheres o caminho mais adequado para ti, deves procurar conhecer o melhor possível as opções que tens. É exatamente isso que a orientação vocacional deve ser: um processo de descoberta, não de pressão.
Muitos alunos escolhem uma área de estudos sem realmente saber o que ela implica. Conhecer cursos e profissões permite:
Mais do que “escolher já”, trata-se de explorar possibilidades.
A seguir damos-te um passo a passo para te ajudar nessa exploração:
Além dos resultados dos testes de Orientação Vocacional que fizeste na tua Escola, com o Serviço de Psicologia, é importante olhares para dentro:
Depois, é altura de perceber que opções existem no ensino secundário e superior.
👉 Recursos:
Sugestão prática: escolhe 3 áreas diferentes e pesquisa:
Muitas vezes os alunos conhecem o nome da profissão, ou o que vêm numa série ou filme, mas não o verdadeiro dia a dia dessa profissão. Nada substitui o contacto direto com profissionais dessa área. Procura contactar com pessoas que exercem as profissões que te interessam e faz-lhes algumas perguntas:
Aqui entra um dos pontos mais importantes:
Várias instituições organizam programas de verão para alunos do ensino básico e secundário, onde podem experimentar áreas científicas na prática.
👉 Exemplos:
Estas iniciativas permitem:
Depois da exploração:
👉 Importante: não é uma decisão final — é um processo em construção.
Escolher um percurso não é encontrar “a resposta certa”, mas sim dar o próximo passo com mais informação e consciência. É definires o teu percurso, sabendo que ainda terás de tomar outras decisões pelo caminho. E para isso precisas de desvendar o mapa, de saber as alternativas e os caminhos que te levam ao destino.
A orientação vocacional é também um convite à curiosidade. Porque, no fundo, só podemos escolher bem aquilo que conhecemos.
Em breve serão chamados a decidir o que querem fazer nos próximos 3 anos das suas vidas e mais além! Ou seja, essa decisão tem impacto no percurso escolar e até profissional.
Mas calma! Não entres já em stress! Há ainda a possibilidade de mudares de opinião sem que isso implique perderes um ano escolar (sabias que no 10.º ano podes mudar de área/curso até ao final do 1.º período sem teres de repetir o ano?) e, é sempre possível optares por um curso superior completamente diferente das opções mais lógicas para a área que escolheste! Não serias o primeiro a ir para um curso de ciências e tecnologias e acabares em Direito no ensino superior! É um bocado complicado e implica um esforço adicional, mas é possível!
Então vamos por partes. Na imagem seguinte tens o esquema do sistema educativo português:
Fonte: Perspetivas da Politicas de Educação- Portugal (OCDE, 2014) de https://www.dgeec.mec.pt/np4/58/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=146&fileName=EPO_PRT_PROFILE.pdf
Então, nesta fase tens de optar por um dos cursos do ensino secundário, sendo que em Viseu tens 3 grandes opções:
1- Cursos Científico Humanísticos
2- Cursos Profissionais
3- Cursos do Sistema de Aprendizagem
Todas estas opções permitem concluir o ensino secundário e duas delas têm ainda um diploma de formação profissional (a 2 e a 3). Na prática todas equivalem ao 12.º ano, permitindo continuar para o ensino superior se assim o desejares.
É importante recordar que a conclusão do nível secundário depende de aprovação em todas as disciplinas do plano de estudos do curso frequentado pelo aluno. Ou seja, independentemente da escolha que faças, tens de ter positiva a todas as disciplinas para acabares o ensino secundário.
Vamos ver um pouco melhor cada um destas opções.
1- Cursos Científico Humanísticos
Estão organizados em 4 áreas:
a) Ciências e Tecnologias
b) Ciências Socioeconómicas
c) Línguas e Humanidades
d) Artes Visuais
Têm o mesmo tronco comum de disciplinas da formação geral (Português, uma Língua Estrangeira, Filosofia, Educação Física).
Os cursos profissionais funcionam em escolas profissionais e em escolas secundárias. Encontra aqui mais informação sobre estes cursos.
Ficam aqui os links das Escolas do nosso concelho com esta oferta para pesquisares (clica nos nomes das Escolas).
Escola Secundária Emídio Navarro (depois clica em Oferta Formativa e descarrega o ficheiro pdf)
Escola Secundária Viriato (depois clica em Oferta Formativa)
Escola Profissional Mariana Seixas
3- Cursos de Aprendizagem
São cursos da iniciativa do Instituto de Emprego e formação profissional. Permitem obter uma certificação escolar e profissional, privilegiando a inserção no mercado de trabalho e o prosseguimento de estudos de nível superior. Encontra aqui mais informação sobre esta modalidade de formação.
Aqui encontras informação sobre os cursos disponíveis no Centro de Formação de Viseu, mas como pode um pouco confuso (o site usa filtros e não é muito fácil perceber o que devemos selecionar), deixamos-te aqui os cursos previstos para iniciar no outono de 2022:
Bem, a oferta formativa é variada e é desafiante analisares todas estas informações. Mas repara, como em tudo na vida, só serás capaz de escolher depois de saberes o que existe!
Para tomar boas decisões é preciso estar na posse de boas informações! E conheceres a oferta formativa da tua região é uma dessas componentes essenciais. A outra é conheceres-te a tu mesmo/a. Mas disso falaremos depois.
Ficam aqui mais alguns links para pesquisares mais informação:
https://www.dgert.gov.pt/modalidades-de-formacao-profissional
https://www.ofertaformativa.gov.pt/#/home
Boas pesquisas!
Todos os dias, de forma quase automática, tomamos centenas de pequenas decisões. Muitas vezes por hábitos já instituídos, outras vezes por sugestão de familiares ou instruções explícitas de quem nos ajuda a orientar e organizar a nossa vida. "Pára de jogar e vai estudar"...
No entanto, há momentos em que o caminho não está decidido e é preciso pensar um pouco mais no que queremos, nas diferentes opções e nas implicações de cada uma delas. Não devemos escolher porque nos dizem que é bom, ou é mais fácil, ou porque as outras pessoas gostaram.
No dia-a-dia conseguimos perceber a grande influência que os outros têm em nós, nomeadamente as redes sociais e os influencers da moda. Conseguimos ver nas roupas, na linguagem e até nas audiências de algumas séries o peso que a opinião dos outros tem em nós. Mas... será que devemos "ouvir" as modas e as tendências quando temos de escolher algo muito importante para a nós e para a nossa vida? Será que aquilo que me dizem que é uma boa profissão é mesmo uma boa profissão para mim? Será que eu, o meu melhor amigo e a minha vizinha devemos escolher todos a mesma opção no ensino secundário para ficarmos todos juntos?
Nesta altura já imagino muitos de vós a dizer "claro que não, eu escolho e faço o que eu quero!!". Mas... e sabes o que queres? Tens uma ideia do que queres fazer no futuro e do que deves fazer para lá chegar?...
Deixo-te aqui algumas dicas para te ajudar neste processo de reflexão e de tomada de decisão que deve ser pessoal e devidamente ponderado:
Parece uma coisa simples, mas não é. Consegues dizer o que gostas de fazer, o que gostas de aprender, o que te motiva a esforçares-te para seres ainda melhor?
O primeiro passo é descobrir a tua paixão, o teu sonho de profissão, mas isso às vezes leva a um beco sem saída. No entanto, é um primeiro passo. Se souberes qual é o teu sonho, mais facilmente procurarás algo que se aproxime verdadeiramente desse sonho.
Imagina que gostavas de ser cantor, mas não tens formação musical nem sequer uma voz muito boa. Mas podes optar por alguma profissão na área da música, ou do espetáculo. Desta forma, poderás ser mais feliz sendo produtor/a ou gestor/a de talentos do que contabilista ou advogado/a...
Certamente há ouviste a frase "Ninguém escolhe aquilo que não conhece". Então, o primeiro passo é conhecer. Mas faz um esforço por sair um pouco das profissões habituais. Há todo um mundo há nossa espera e há imensas profissões novas, com excelente potencial para o futuro. Quem sabe, se numa delas, encontras aquilo que encaixa mesmo na tua personalidade e nos teus interesses?
Deixo aqui alguns links com boas ideias para explorares:
No seguimento do tema que vos trouxemos na semana passada, hoje deixamos uma questão para refletirem:
Hoje trazemos uma discussão muito antiga e até um pouco controversa. Se, por um lado, alguns estudos apontam para a felicidade que o dinheiro nos pode trazer, por outro lado existem cada vez mais investigações que procuram provar o contrário...
Afinal... qual o impacto que o dinheiro tem na nossa felicidade?
Um estudo recente realizado com alunos da University of British Columbia procurou responder a estas questões, correlacionando o nível de bem-estar cognitivo e emocional com o nível de felicidade dos alunos, antes e depois de estarem formados. Este mesmo estudo sugere que, apesar das evidências mostrarem que, em média, as pessoas mais ricas são mais felizes, a partir de certo patamar, ganhar muito dinheiro não aumentará inevitavelmente os nossos níveis de felicidade. O que determina a quantidade de felicidade que obtemos através do dinheiro é a maneira como o gastamos, economizamos e pensamos sobre ele.
Então... parece que, afinal, a felicidade que o dinheiro pode trazer não está dependente da quantidade, mas sim da gestão que fazemos dele.
Acumular uma pequena reserva (o chamado Fundo de Emergência) pode fazer a diferença. Gerir o nosso orçamento de modo a conseguirmos poupar algum dinheiro pode melhorar os nossos níveis de bem-estar, tranquilizando-nos relativamente a uma situação inesperada.
Ainda assim, a ideia de economizar dinheiro pode não ser fácil de concretizar, quando as despesas são muitas e o orçamento é apertado. Por isso, deixamos algumas dicas que podem ajudar. Comece por responder a estas duas perguntas:
👉 O que quero comprar é essencial à minha sobrevivência?
👉 A despesa vai contribuir genuinamente para a minha felicidade?
Se a resposta for "não", tente evitar essas despesas, nem que seja por algumas semanas apenas. No entanto, se o gasto o deixar feliz e couber no seu orçamento, vá em frente e aproveite, sem se culpar.
Vejamos agora as maneiras pelas quais pode escolher gastar o seu dinheiro com maior probabilidade de lhe trazer felicidade:
1. Gaste em experiências, não em coisas. Viagens, espetáculos, concertos, idas ao cinema, ou refeições num sítio especial. Estudos recentes têm mostrado que estes gastos fazem as pessoas mais felizes do que os gastos em bens materiais, como um telemóvel novo ou uma roupa de marca.
2. Compre tempo. Gastar em serviços que economizam o seu tempo pode parecer contraditório, quando falamos em poupanças, mas parece que ganhar tempo faz com que os níveis de felicidade aumentem! Então, faça um balanço daquilo que lhe rouba tempo precioso que podia gastar com a família, ou a fazer algo que realmente gosta e lhe dá prazer, e invista em algo que o permita recuperar esses prazeres da vida.
3. Invista nos outros. Faça esta experiência hoje mesmo: pegue em 5€ e compre uma prenda simbólica para um amigo, ajude alguém necessitado ou faça uma doação a uma instituição que seja importante para si. Embora possa ser tentador gastar esse dinheiro consigo próprio, uma década de pesquisas mostra que a probabilidade de obter felicidade gastando dinheiro com outra pessoa é muito maior do que quando o gasta consigo próprio.
Isto não significa gastar tudo para obter felicidade. Significa priorizar os nossos gastos de modo que estes possam deixá-lo mais feliz e satisfeito com a gestão que faz do seu dinheiro.
E há tantas coisas boas da vida que podemos fazem que não custam quase nada, e nos podem fazer tão felizes? Experimente!
Agora que auxiliámos a reflexão sobre este assunto... ainda acredita que é a quantidade de dinheiro que temos que nos torna mais felizes? 😀
"Devo escolher uma profissão onde posso fazer o que eu gosto ou devo pensar primeiro na remuneração e escolher algo onde se ganha muito dinheiro?"
Afinal, quem não quer ganhar bem?
Todas as pessoas querem ganhar bem, para não dependerem dos pais ou de apoios do Estado e para não terem de se privar de algumas coisas por não ter dinheiro suficiente no banco. Só que a parte mais difícil é ter de estudar durante vários anos matérias nada interessantes e passar o resto da vida a fazer tarefas que não aprecia nem são motivantes.
Muitas vezes os pais e até os professores dizem que os alunos devem escolher algo “seguro”, que traga mais dinheiro para sobreviver. Há profissões que para os pais são sinónimo de estabilidade económica e estatuto social, mas será que vale a pena trabalhar em algo que não se gosta ou que nos deixa insatisfeitos? Será que queres ser mais uma pessoa dos milhões que trabalham só para receber o pagamento ao final do mês? Será que alguma dessas pessoas chega a destacar-se no que faz e a sentir-se realizada?
Fazer o que se gosta
Na teoria é mais simples do que na realidade, pois às vezes nem sabemos o que gostamos. Outras vezes gostamos de tantas coisas que é difícil escolher o que gostamos mais. Uma dica útil é pensar em hobbies, nas atividades de tempos livres que gostas de fazer (indo para além do clássico estar nas redes sociais e ver vídeos ou streams) e depois decidir pelos que gostas mais e que possibilitem o exercício de uma profissão. Ou seja, ver nas atividades que gostas de fazer aquelas em que se pode tirar proveito disso de uma maneira genuína, com talento e disciplina, pois milagres não existem.
O ideal é a pessoa sentir-se satisfeita com a profissão que exerce. Ou seja, conseguir fazer uma avaliação positiva das duas componentes da satisfação com o trabalho:
1- na componente cognitiva, que diz respeito ao que o indivíduo pensa e a suas opiniões sobre o trabalho e
2- na componente afetivo ou emocional, que diz respeito a quão bem uma pessoa se sente em relação a um trabalho.
Isto é, a pessoa satisfeita com o seu trabalho tem bons pensamentos sobre o seu trabalho e sente-se bem no que faz.
Claro que há muitos fatores que podem contribuir para a insatisfação com o trabalho que se faz, mas a congruência entre os seus interesses, o perfil de personalidade e as tarefas e o ambiente profissional são essenciais para que a pessoa se sinta bem. E quando isso acontece muitas outras coisas correm bem: vários estudos internacionais mostram a importância da satisfação com o trabalho no desempenho do trabalhador na sua profissão, na sua saúde física e mental e até na satisfação com a vida em geral.