A pergunta parece provocatória, pois a resposta é fácil. Claro que há, sempre houve e continuará a haver. Infelizmente.
De vez em quando este tema fica viral e, recentemente, por causa de uma série num canal de streaming voltou-se a falar de bullying. Neste caso de agressão através do telemóvel e das redes sociais com consequências muito dramáticas.
Então se há bullying, a pergunta correta é: há mais ou menos bullying em Viseu?
Um pouco de história (desculpa, mas é importante)
Desde 2015 que existe, em Viseu, algo quer não há em mais nenhum concelho de Portugal. Um Observatório do Bem-estar dos alunos! Sim, leste bem: em Viseu há um grupo de pessoas que se dedica a perceber como estão os seus alunos.
E que são essas pessoas? Os/as psicólogos/as que trabalham nas Escolas do Concelho. Aqui encontras psicólogos de todas as idades, com muitas diferenças em termos pessoais e profissionais, mas que têm em comum a preocupação com os seus alunos.
São ou não são pessoas especiais?? Claro que sim! 😉
Trabalham cada um nas suas Escolas, reúnem-se algumas vezes por ano em diferentes Escolas (com um grande agradecimento às Direções pela autorização para poderem levar a cabo algumas das atividades deste Projeto dentro do seu horário de trabalho) e trabalham muitas horas fora do seu horário a preparar atividades, a planear, a estudar e a cozinhar soluções para os problemas que encontram.
Ao longo destes quase 10 anos de existência este grupo fez vários inquéritos aos alunos (e em 2021 também aos profissionais da educação) acerca da forma como se sentem e vivem a Escola, quais as suas rotinas e como ocupam o seu tempo livre. Nos meses de maio e junho de 2024 foi feita mais uma recolha de dados.
E que quantidade de dados foi recolhida!! Mais parecem estudo nacional, daqueles bem complicados! (Os psicólogos escolares de Viseu são muito bons no que fazem!)
E sabes o que mais impressiona? A constatação de que os alunos de Viseu não estão muito bem em termos de saúde mental. E no que toca ao bullying a coisa não está bonita:
O bullying aumentou, sobretudo no 1.º ciclo
Esta é uma notícia muito má: em 2016 havia 8,6% de alunos vítimas de bullying no 1.º ciclo e em 2024 passámos a ter 21,5%. E como nem só de vítimas vive o bullying, é importante referir que a taxa de agressores nos alunos do 1.º ciclo passou de 10% para 48,9% e de testemunhas passou de 14,4% para 26,8%.
Além disso, o número de alunos envolvidos no cyberbullying é, pelo menos, quatro vezes maior - aqui o problema é evidente em todos os ciclos. Repara no gráfico seguinte:
Percebe-se claramente a diferença entre os valores de 2018 - a taxa de vítimas variava entre 1,4% no 2.º ciclo e 4% no 3.º ciclo, e os de 2024 - com 10,1% de vítimas no Secundário e 18,6% no 3.º ciclo.
Podemos dizer que no geral aumentou o bullying nas Escolas de Viseu? Sim, infelizmente, podemos.
Porquê? Porque é que isto está a acontecer?
É uma excelente pergunta. Ainda não temos uma resposta exata, temos apenas hipóteses.
Pensamos que os nossos alunos usam poucas estratégias de resolução de conflitos, percebemos que andam mais frustrados e mais zangados, damos conta que os pais andam com menos tempo e com menos paciência para lidar com os seus problemas e com os dos filhos, notamos que há mais dificuldade em comunicar e em interagir por parte dos alunos e por parte dos adultos.
Ainda não temos uma explicação, mas sabemos que é preciso fazer alguma coisa.
E este grupo de psicólogos continua a cozinhar coisas... temos muita vontade de ajudar, de contribuir para a mudança da Escola e para a melhoria do bem-estar dos alunos. Sim, porque é preciso estar bem para aprender bem!
"Pronto, já chega de más notícias! E as boas???"
Essas terão de ficar para outro dia! Volta aqui e verás mais notícias sobre o estado dos alunos de Viseu. Encontrarás mais más notícias e, com certeza, algumas boas notícias!!
No dia 10 de outubro comemora-se o
Dia Mundial da Saúde Mental, este ano, subordinado ao tema É
tempo de priorizar a saúde mental no contexto de trabalho(World Federation for Mental Health). Este é um bom pretexto
para pararmos e refletirmos melhor sobre como anda a nossa saúde mental.
"Asaúde mentalnão é a simples ausência de doença
ou enfermidade, mas um estado de completo
bem-estar físico, mental e social, em que cada indivíduo tem
consciência do seu próprio potencial, consegue lidar com os desafios normais da
vida, consegue trabalhar de forma produtiva e frutífera e é capaz de contribuir
para a sua comunidade." Esta é a definição indicada pela Organização Mundial
de Saúde.
Estamos a priorizar o que é
realmente importante ou, simplesmente, andamos ocupados com pequenos afazeres e
esquecemo-nos de cuidar de nós?
A Saúde mental
é essencial para o nosso equilíbrio, para estarmos bem e cuidarmos dos outros,
para trabalharmos e aprendermos. Na Escola, é essencial para uma aprendizagem
eficaz e o bem-estar mental dos alunos contribui para seu desempenho e sucesso
académico.
No nosso
Agrupamento de Escolas, celebramos sempre este dia, com atividades de bem-estarou outras que nos façam pensar sobre como nos sentimos, como cuidamos de nós e
dos outros.
A pensar em
públicos específicos, partilhamos alguns vídeos alusivos ao tema das emoções:
A Saúde Mental pode ser comparada a uma floresta rica e diversificada, onde cada árvore simboliza um pensamento ou emoção. Algumas árvores são fortes, outras frágeis, e todas necessitam de cuidado e compreensão. Em momentos de ansiedade ou tristeza, é crucial lembrar que precisamos de espaço para crescer e que a “poda” de velhos padrões é fundamental.Conversar sobre os sentimentosé essencial para deixar a luz entrar, enquanto aprática da gratidãoé uma forma de cultivar alegria.
Porque devemos cuidar o melhor que podemos da nossa saúde mental, propomos-lhe, enquanto adulto, que promova, no seu dia-a-dia, atitudes/comportamentos que melhorem o seu bem-estar e o daqueles que o/a rodeiam: Falar sobre as suas emoções (as suas e as dos outros); Cuidar; Promover o autocuidado; Pedir e dar ajuda; Abraçar; Ouvir; Elogiar; Brincar; Exprimir gratidão; Desenvolver expectativas positivas.
Já estávamos com saudades tuas, da azáfama nos corredores e do barulho das conversas!!
As férias são boas, gostamos da falta de horários e de alguma monotonia. Mas adoramos voltar a ver os alunos, com as suas brincadeiras e conversas animadas!!
E tu, estás pronto/a para mais um ano escolar? Esperamos que sim.
Queremos que sejas feliz na Escola.
Que aprendas coisas novas e gostes de aprender.
Que tenhas amigos bons e solidários.
Que cresças como ser humano.
Que sejas boa pessoa e tenhas pessoas boas ao teu lado.
Na Escola aprendemos muitas coisas importantes, mas acima de tudo aprendemos a relacionarmo-nos com os outros, a respeitar regras e a defender os nossos direitos, a enfrentar desafios e a lidar com as dificuldades, a superar momentos maus e a partilhar vitórias.
Para te ajudar a ter sucesso na Escola (e também na vida) hoje trazemos-te uma lista de coisas que deves evitar. Senão vais ter coisas coisas más, pois não vais ter amigos nem boas notas!
O que fazer para falhar na Escola:
1- Começa por chegar tarde à Escola e às aulas.
Assim vais perder uma parte importante da aula e os professores vão logo perceber que não estás com vontade de aprender.
2- Deixa o material escolar em casa.
Se não trouxeres livros, cadernos nem material de escrita vais passar as aulas aborrecido e não vais aprender nada. Além disso vais estar a incomodar os teus colegas a pedir o que precisas e eles não vão gostar nada de terem de te emprestar as suas coisas em todas as aulas.
3- Não tomes o pequeno almoço.
De certeza que é mais rápido saíres de casa sem comer e assim o teu cérebro fica cansado mais depressa e sem capacidade de concentração. É a melhor maneira de não aprenderes nada.
4- Nas aulas fala com os teus colegas sobre coisas inúteis e em voz alta.
É importante perturbares as aulas e distraíres os teus colegas. Assim ninguém aprende e os professores vão ralhar contigo e com eles.
5- Nunca cumprimentes ninguém.
Nunca digas "Olá!", nem "Bom dia". Assim as pessoas vão ficar a saber que és antipático e ninguém vai querer ser teu amigo.
6- Não almoces na Escola. Aliás, não almoces.
A melhor forma de perdermos energia é não comer. Assim o teu corpo fica cansado mais depressa, vais ficar com menos paciência e nervoso/a e ninguém vai querer conversar contigo. Se fores comer ao refeitório ainda corres o risco de conversar com alguém e fazer amigos. Foge desse local!
7- Goza com os teus colegas e prega-lhes partidas, como esconder a mochila, empurrar ou passar rasteiras.
Esta é a melhor forma de não fazeres amigos. No início até podem achar piada, mas depois vão começar a achar ridículo e vão querer estar longe de ti.
8- Nunca fales com ninguém e esconde-te na casa de banho.
Se fizeres isso ninguém te vê e não corres o risco de alguém querer conversar contigo ou te ajudar a sentir melhor na Escola.
Mas se fizeres o contrário do que aqui está, se procurares cumprir as tarefas, se te esforçares por estar atento/a e por ser um bom colega, quase de certeza que vais ter boas notas e encontrar bons amigos!
Desejamos-te um ano escolar muito bom, com muitas coisas boas e superação rápida das menos boas!
Ano Novo, momento de balanços e novas aprendizagens!
Depois da época de pausa que agora passámos - esperemos que com paz e coisas boas - vimos refletir sobre alguns dos valores subjacentes a uma época do ano tão pautada de generosidade como de gastos.
Esta parece-nos ser uma boa altura para conversar com os mais novos sobre dar e receber, sobre o conceito de gratidão mas também sobre gestão financeira.
Promover a Educação Financeira nas crianças é ajudá-las a desenvolver habilidades que vão ser fundamentais ao longo da vida. Segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) esta educação deve ser assumida ao longo da vida, iniciando-se junto de crianças e jovens em idade escolar.
De acordo com Mundy (2008) as crianças participam cada vez mais cedo nos processos de
compra de bens e serviços das famílias. A educação financeira em crianças é uma forma de fornecer, a futuros adultos, ferramentas educacionais que, ao
longo da vida, vão permitir que estes tomem decisões financeiras sólidas. Segundo o mesmo autor, quando as crianças e os jovens são despertas desde cedo para estas temáticas, na vida
adulta tornam-se menos predispostos a entrar em dificuldades financeiras, fazendo poupança
desde cedo.
Algumas vantagens da literacia financeira nos mais novos:
- Desenvolvimento de habilidades e conceitos financeiros como poupança, orçamento, valor do dinheiro, gastos conscientes e investimento.
- Tomada de decisões informadas e mais conscientes, através da pesquisa de preços e comparação de ofertas.
- Aprender a escolher com base nas necessidades, distinguindo-as dos desejos. Perceber as prioridades dos gastos.
- Entender as consequências financeiras das decisões tomadas.
- Incentivo à autonomia e responsabilidade financeira. Melhor compreensão e respeito pelas decisões financeiras dos pais.
- Reconhecer o valor do trabalhoe a importância de poupar.
- Economizar para objetivos específicos. Aprender sobre aimportância de planear.
- Fortalecimento de competências matemáticas bem como promoção de uma mentalidade empreendedora, que identifica oportunidades e é criativa.
- Compreender a importância da
sustentabilidade financeira e da contribuição positiva de cada um para a sociedade.
- Respeito pelo meio ambiente através do consumo consciente.
- Valorização da responsabilidade social ao partilhar recursos com os outros.
Em suma, desenvolvimento de uma base sólida para uma boa saúde financeira no futuro!
Para além dos benefícios desta aprendizagem importa ter em conta que as crianças são grandes influenciadoras nos processos de compras dos pais. Existem vários estudos sobre este fenómeno que nos dizem que a influência das crianças e adolescentes no processo de compra é bastante significativa (Hamilton & Catterall, 2006). Isto é justificado pela pouca
presença dos pais junto dos filhos no dia-a-dia. Este afastamento, e sentimentos associados, faz com que os pais tenham cada vez mais em consideração as opiniões
dos mais novos aquando da tomada de decisão de compra (Aggarwal & Khurana, 2016).
Por tudo isto e porque a Educação
Financeira é um desafio com repercussões
significativas quer nos indivíduos quer na sociedade em geral, existe oPlano Nacional de Formação Financeiracom vista à consciencializaçãoda população face ao aumento do consumismo, à complexidade da oferta de produtos financeiros e à conjuntura económica atual.
O Plano Nacional de Formação Financeira em parceria com o Ministério da Educação e outras entidades disponibiliza recursos pedagógicos sobre literacia financeira para para ajudar os mais jovens a explorar o tema.Estes estão acessíveis para download no portal Todos Contame no site da Direção-Geral da Educação, em http://www.dge.mec.pt/cadernos-de-educacao-financeira.
É determinante ajudar os mais jovens a compreender e a planear decisões financeiras e a Família tem um papel fulcral no desenvolvimento da relação saudável com as finanças, que se começa a construir desde cedo rumo ao futuro.
Eis alguns exemplos deatividadesparadesenvolver alguns princípios básicos:
Mostre como fazer um orçamentoe descreva a diferença entre necessidades e desejos.Saliente como importa pensar antes de gastar o dinheiro.
Ensine apoupar.Explique a importância de ter dinheiro guardado para situações de emergência ou para
atingir objetivos de longo prazo. Incentive uma meta para pouparregularmente.
Faça umalista de compras em conjunto e depois vão às compras para a casa, observando e comparando os preços.
Proporcione a oportunidade deganhar dinheiroatravés de pequenos trabalhos - pode ajudar a entender o valor do dinheiro e a relação entreesforço e recompensa.
Mostre a importância departilharrecursose ajudar os outros, levando a que selecionem roupas e brinquedos que já não são úteis para doar.
Transmitaque o valor de um presente não está apenas no preço, mas no significado e na consideração de quem o dá. Incentive os presentes feitos à mão ou experiências especiais que não custam dinheiro.
A Saúde Mental é cada vez mais mediatizada e falada por todos, porém a consciencialização da sua importância continua a ser um desafio a desbravar. Explorar a saúde mental na escola é crucial para o bem-estar dos alunos e por isso o tentamos fazer de forma regular.
No mês de outubro, tendo como pano de fundo o dia Mundial da Saúde Mental – 10 de outubro – o Agrupamento desenvolve atividades específicas sobre o tema para alunos e adultos, no entanto, o tema não se esgota neste mês, sendo transversal e contínuo durante todo o ano letivo. Preocupamo-nos com todos e temos o objetivo de despertar consciências e promover a saúde mental da comunidade escolar.
Um dos aspectos importantes na promoção da saúde mental entre os jovens é o relacionamento entre pares e, associado a este, aprevenção e o combate ao bullying e cyberbullying - uma missão de TODOS no ambiente escolar.
O bullying e o cyberbullying afetam milhares de jovens em todo o mundo, provocando uma série de prejuízos que interferem diretamente na autoestima e no rendimento académico, bem como em muitos outros aspectos da vida das crianças e jovens em idade escolar.
O bullying corresponde a "todas as atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudante contra outro(s), causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder" (Lopes Neto, 2005, p.165 as cited in Silva et al, 2015).
O bullying pode ser definido como todo o comportamento agressivo em contexto escolar - quando uma pessoa é gozada, empurrada, ameaçada, posta de parte do seu grupo de amigos, insultada por parte de outros colegas, perseguida e até humilhada. Considera-se que o comportamento é bullying quando:
- é realizado de forma intencional (há a intenção de causar dano)
- é repetido (não é apenas um só episódio),
- existe uma assimetria de poder (o que faz com que a vitima tenha dificuldade em se defender) .
Promover a aceitação - quando os alunos se aceitam uns aos outros, os comportamentos
de bullying diminuem.
Estabelecer regras - relacionadas com o bullying e com o
comportamento a ter. As regras devem comunicar, de forma clara, uma atitude de tolerância
zero para com o bullying e a expectativa de um comportamento positivo
por parte dos alunos.
Criar empatia - oua capacidade de identificação e de compreensão dos sentimentos, da
situação, dos motivos e das preocupações de outra pessoa. O importante é desenvolver empatia em relação às pessoas que são muito
diferentes de nós – nas suas necessidades, experiências, pontos de vista,
circunstâncias da vida, crenças, etnia ou cultura, capacidades, talentos...
Premiar a cooperação - valorizar mais o esforço e empenho que o resultado. Elogiar os alunos pela sua disponibilidade
para se darem bem, durante o trabalho de grupo, e por concederem o devido valor
às capacidades únicas de cada um dos companheiros. As atividades de
grupo, podem encorajar os sentimentos de unidade e de aceitação. Quando os alunos cooperam, todos ganham.
Os alunos que participam em atividades de grupo
apresentam mais probabilidades de terem sentimentos positivos acerca das outras
pessoas; desenvolvem menos preconceitos ou repensam as inclinações ou
preconceitos que já têm.
Encorajar atos isolados de amabilidade - atos isolados de amabilidade são formas comprovadas e poderosas de criar um ambiente mais positivo.
Elogiar - durante o decorrer do dia, podemos aproveitar todas as oportunidades para fazer um comentário positivo aos outros, nomeadamente aos alunos. Com o nosso elogio damos o exemplo e podemos incentivar os outros a fazê-lo.
Usar o humor- o humor é um ótimo instrumento para fazer alguém sentir-se bem-vindo, aceite e
valorizado.
Ser bom ouvinte - a primeira e mais importante coisa que o adulto pode e deve fazer
é ouvir a criança/adolescente.
Encorajar a atitude positiva - como enfatizar o que é bom na vida de cada um.
Promover a reflexão sobre o tema.
ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO
Agir de imediato e de forma adequada a relatos de bullying. Confiar no que está a ser relatado.
A vítima precisa ter a
certeza de que o adulto vai fazer alguma coisa, uma vez que eles estão a
correr um risco ao denunciarem situações de bullying, caso contrário, a confiança que a criança/adolescente tem no adulto ficará comprometida ou até destruída.
Intervir imediatamente quando se é testemunha de bullying. O professor tem a responsabilidade de intervir, de
imediato, perante qualquer caso de bullying de que seja testemunha.
Desta forma, o professor torna claro que não será tolerante com
o bullying, que atuará perante situações similares em vez de ignorar, e
encoraja outras vítimas e testemunhas a falarem do bullying.
Dar o exemplo no modo como atua, escutando com atenção o sucedido, refletindo com calma no que se irá fazer a seguir.
Para o 1º ciclo
A pensar especificamente nos Pais,
deixamos um link da Ordem dos Psicólogos Portugueses, sobre comofalar sobre o bullying com os filhos. https://escolasaudavelmente.pt/pais/comunicar-com-os-filhos/falar-sobre-o-bullying
Para além destas sugestões, se queremos ambientes e relações tranquilas e positivas, evitar dizer:
– Se eles te batem, bate-lhes também! – Ignora esses ataques!
– Evita esses colegas! – Isso são coisas de criança…
– Tens de saber defender-te! – Precisas de ser forte!
– Estás a fazer um drama do caso… – Isso é uma fase, isso passa!
PROPOSTAS DE ATIVIDADESque podem ser desenvolvidas com as crianças e adolescentes, em em sala de aula, ou outro espaço apropriado.
Pedro, Marco e Alice
Sugerem-se três links de vídeos acerca do bullying tendo
em conta três perspetivas diferentes: a da vítima, do agressor e da
testemunha. No final do visionamento dos vídeos, pode debater-se, em grupo ou
individualmente, acerca do papel de cada um dos intervenientes, o que sentiriam
se fossem estas personagens e que estratégias poderiam utilizar.
História da Alice, Observadora
História do Marco, Agressor
História do Pedro, a Vítima
1.Algumas conclusões que podem ser retiradas dos filmes e do debate em grupo
Comportamento
mais eficaz
Comportamento ineficaz
Vítima
Contar a um adulto
significativo (pai, professor, funcionário, diretor, psicólogo);
Aproximar-se de outras
crianças com que se sinta melhor;
Evitar ficar sozinho nos
intervalos;
Ser assertivo nas primeiras
provocações ou ameaças;
Responder agressivamente
(excetuando situações de defesa);
Vingar-se;
Isolar-se;
Não contar;
Faltar às aulas;
Testemunha
Contar a um adulto
significativo (pai, professor, funcionário, psicólogo);
Ajudar a vítima, através da
companhia;
Ignorar;
Assistir sem fazer nada;
Tomar partido do agressor;
Agressor
Parar;
Conversar com adultos sobre a
sua agressividade;
Assumir perante o grupo;
Pedir ajuda para gerir a
raiva;
Ocupar os intervalos comatividades físicas e/ou úteis;
Parar os comportamentos
agressivos físicos, mas continuar com ameaças e humilhações verbais;
Dinâmica da Folha Amarrotada
Esta dinâmica pode ser trabalhada em grupo ou individualmente.
Dar uma folha a cada criança e pedir que a amassem até ficar como uma bola,
que a pisem, que chamem nome, voltar a amassar. Atenção: não podem rasgar!
Depois é pedido que voltem a colocar a folha como ela estava antes, pedindo
desculpa. Perguntar às crianças o que notam na folha. Salientar as respostas
que indicam que a folha continua com marcas; que não ficará igual ao que estava
no início. Por mais que se tente a folha não voltará a ficar lisa como antes.
Em conclusão, a folha representa o coração de cada criança e que por mais que
tentemos remediar ou pedir desculpa, o coração fica como a folha de papel em
que é difícil apagar as marcas. Assim, cada vez que insultamos um colega,
magoamos, ou irritamos, a impressão que deixamos nas pessoas é impossível de
apagar. Quando magoamos com as nossas ações, ou com as nossas palavras, mesmo
que tentemos remediar e pedir desculpas, não conseguimos muitas vezes apagar as
mágoas nem concertar os corações que foram amassados. Pedir desculpas é
importante e devemos sempre fazê-lo, mas temos sempre a opção de pensar antes
de “amarrotar uma folha” ou um coração.